sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sustentabilidade em pauta



Jornalismo ambiental é subversivo: "Ser sustentável é dar o passo do tamanho da perna".

Crítica perfeita. "A must see!"

Fors Fortuna,

'Maquiagem verde' e sinergia entre ecologia e economia



Ainda bem que há profissionais de comunicação que compartilham, defendem e propagam esta verdade.

Fors Fortuna,

Sustentabilidade da Mente Amorosa

Se é verdade que tudo é projeção de nossa mente, que a mesma chuva hidrata e inunda, dá e tira a vida, que a chuva é festejada por uns e execrada por outros, que tudo depende da correlação tempo x espaço x observador, que o sol que aquece também queima, então também as demais relações, inclusive humanas, são projeções de nossa mente.

O professor severo que cobra pelo bem do progresso do aluno, pela maioria mal visto e difamado, talvez seja o melhor amigo do aluno, mal acostumado, que prefere aqueles de sorriso fácil e avaliação idem.

Ou o amigo, que criticamente colabora para seu crescimento, diferente do colega que se omite a lhe dizer a opinião para não investir tempo na concorrência.

No âmbito das empresas, enxergar o concorrente como aliado pode ser estrategicamente vantajoso, levando desde redução de custos de logística até a poder de negociação com o cada vez mais forte comércio varejista.

Olhar com foco amoroso otimiza o planejamento, pois encontra os caminhos que tornam as relações fluídas.

Olhar com foco amoroso faz de toda situação um aprendizado, uma conquista de conhecimento rumo à sabedoria do bem viver, por mais redundante que isto possa se parecer.

Olhar com foco amoroso depende necessariamente de dois elementos: motivação pura e atenção plena – ambos conquistados, por exemplo, através da meditação/yoga e de boa/correta alimentação.

Olhar com foco amoroso é re-significar.

Recentemente, acompanhei palestra de um grande professor que tive em meu MBA de marketing que citou meditação como sendo algo que seria bom, mas uma perda de tempo nas corporações, pois levaria também à divagação (devagar+ação).

Mas não é disto que todos precisamos? De um outro ritmo?

Fors Fortuna,

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sustentabilidade - é, não é?

É!

Sustentabilidade deve principar no conceito, na gênese da idéia e criar suas raízes na estratégia para florescer em ações e prosperar em frutos de bom relacionamento.

Fazer sustentabilidade apenas na comunicação é correr o grave risco de ser superficial e ter a imagem manchada por green washing.

Não é?

Por mais que seja um bom 'approach', sustentabilidade deve ser ancorada em seu conceito em si, ou seja, uma comunicação que versa sobre sustentabilidade deve ser, além de ética e transparente, condizente com o conceito de sustentabilidade, sem buscar seduzir e sim informar, posicionar e engajar dentro de um cenário de coerência e consciência.

O consumidor quer troca e não enganação - mas isto a maioria dos profissionais ainda não entenderam: ou se interioriza o conceito de sustentabilidade estrategicamente, atuando a partir dos indivíduos de cada organização ou se terá sempre ações marginais ao cerne que se precisa atingir por meio da atuação - na estratégia, ação e relacionamento.

Isso, em suma, pode ser chamado de abordagem mais ética, holística e até mística - se for conduzido pelo lado da transformação do executivo para transformar a organização através de alimentação, yoga, mudança organizacional, etc - ou simplesmente vantagem competitiva, como diria Kotler.

A relutância de mudança das organizações, que mudam somente quando muito pressionadas, é o espelho da relutância das pessoas que as conduzem, afinal, quantos estão dispostos a parar de comer carne para reduzir o desmatamento, o crescimento do buraco da camada de ozônio, o empobrecimento do solo, o consumo desenfreado de água - sem contar que terão melhora na qualidade de vida e saúde? Quantos executivos mudaram seus hábitos de transporte e incentivam isto em suas empresas?

Kotler, aliás, versa sobre isto de maneira brilhante: ao invés de se investir em ações fora de seu core, mas que podem vir a gerar mais retorno de mídia - vemos ações que gastam muito mais na divulgação do que na própria ação -, investir dentro da área de seu expertise e capacidade transformadora para de fato dar saltos quali-quantitativos quanto à questão da sustentabilidade? A própria rede se assegurará de colocar isto em evidência.

Aliás, isto é um novo paradigma: o que é verdadeiro e bom se sustenta e propaga por si só.

Sustentabilidade é pensar o outro e agir em conjunto.

Fors Fortuna,

Sustentabilidade na ESPM-Rio

O tema sustentabilidade foi pauta da Academia dos professores da ESPM-Rio. Responsável por nos inserir e/ou atualizar neste contexto foi a coordenadora da ESPM Social, Bernadete Almeida, que trouxe de seus mais de 15 anos de experiência de Vale do Rio Doce e estudos e ensino sobre Responsabilidade Socio-Ambiental uma bagagem, proposta e motivação muito interessante.

Seu lema é "conversar sobre sustentabilidade dentro e a partir das corporações", desatrelando o tema da bandeira dos eco-chatos - o que, confesso, me chocou de início, pois se não fossem os 'eco-chatos' provavelmente ainda estariamos mais atrasados ainda em relação a este vital tema. Mas depois de conhecê-la melhor, pude ver não apenas seu entusiasmo e verdade ao tratar do tema, como também a luta por fazer com que o mesmo seja aceito pelos pares no mundo corporativo e não continuar a ser um Dom Quixote da causa - aqui vale ressaltar: como ainda tem gente - graúda inclusive - completamente a margem da consciência e da necessidade de adotar este estilo; e como se faz necessário, mais que adequar, posicionar o discurso para que este seja melhor entendido e absorvido.

Saí do encontro já repensando toda a ementa da aula de comuicação digital que dou já tocando no tema, mas que tenho o desejo que perpasse e dialogue com o mesmo incessantemente, buscando ser um dos pioneiros quando o tema é abrangência e transversalidade da sustentabilidade na grade.

Fica meu obrigado a este exemplo de como se pode atuar de maneira animada com ações do bem, abrindo não apenas para alunos, mas também para colegas, portas de oportunidade e janelas de diálogo vitais para o crescimento sustentável: de indivíduos, marcas e ambientes.

Aguardem novidades, pois a ESPM Social levantou a bandeira da sustentabilidade - e não foi para fazer festinha, foi para entrar para vencer.

Que este seja o estandarte da vitória de todos nós. Sustentabilidade ou morte, venceremos.

Fors Fortuna,

sexta-feira, 10 de julho de 2009

III.Fórum de Sustentabilidade da ABA Rio

Empresas agindo, imprensa cobrindo, consumidores atentos.

O problema é que o Tempo urge e clama por isto tudo, só que 'fora da caixa'. Me explico.

As empresas tem que agir sim, mas enquanto seu foco não mudar, o lucro ainda prevalecerá em relação ao respeito e ao progresso equanime - nada contra o lucro, que deve existir, mas contra deturpações criadas por.

A imprensa tem que cobrir, mas não adianta manter os mesmos padrões: é necessário incluir as mudanças nas relações da informação, trazer o leitor-consumidor para dentro da pauta e da redação, tornar-se multimídia, mas, acima de tudo, justa e coerente: dar pesos iguais às denúncias e aos esclarecimentos.

Inclusive para evitar que pessoas e corporações sejam prejudicados por boataria ou falsas acusações. Do jeito que está, qual a diferença entre um jornal e uma mídia social? Capaz da defesa ainda sair mais bem feita na mídia social devido à democracia do espaço. Afinal, muda tudo para o profissional e para o meio da comunicação.

O cidadão não deve apenas ficar atento às melhorias e aos impactos. Deve, principalmente, rever seus hábitos, consequentemente seu consumo e atuação nas empresas, na mídia e na sociedade.

Aqui reside o problema e entrave principal: todos tem que agir primeiramente em si, mas as empresas esperam a demanda do mercado (ou pressão de taxas e leis); a mídia de certa maneira também, perdida em meio ao tiro-teio da produção e do consumo cooperativo (e gratuito); os consumidores em sua maioria se sentem, ainda, sem poder de mudar as coisas e acusam a mídia e as empresas de não lhes darem alternativas.

Compreende-se o ciclo vicioso que se eterniza? Mas compreende-se também que a saída está em nossas mãos, certo?

Em suma, as ações são boas, mas aquém do que - dentro de meu limitado entendimento - é necessário para a sustentabilidade e viabilidade do superorganismo Terra continuar a existir - ao menos do nosso antropocentrico ponto-de-vista; ela continuará, nós talvez não.

Nada, contudo, a se criticar negativamente, pelo contrário, todos os esforços devem ser louvados, pois ao menos estão fazendo algo e levando o debate adiante. É necessário parar de ficar se criticando quem faz e buscar unir esforços e conhecimentos em prol da única agenda que nos une a todos: a (sobre)vivência no planeta Terra.

E é neste intuito de debate que este post surge, apontando para a necessidade de se verter o foco estratégico e criar novos paradigmas 'fora da caixa' para o pensamento, a fala e a ação das empresas, da mídia e de cada um de nós.

A começar pelos hábitos de trabalhadores-consumidores-cidadãos e a findar aqui, neste momento de reflexão, que pode servir para um novo recomeço. Depende dos olhos e da vontade de cada um que lê, pensa e age na vida.

Os fortes exercem sua vontade de poder - conforme conceito 'nietzschiano' - e fazem o mundo a sua imagem e semelhança, dia após dia, detalhe em detalhe, momento a momento.

Há 4 anos, quando despertei para esta realidade a partir das palavras de Mahatma Gandhi - "Você precisa ser a mudança que você gostaria de ver no mundo" - parei de fumar, passei a fazer compras com sacolas ecológicas, virei vegetariano e vendi meu carro, passando a andar mais de bicicleta e a usar os meios de transportes coletivos, além de caronas e taxi, quando necessário - muito mais ecológico e econômico, a única coisa que se perde é o pseudo-status; ainda chegará o dia que status será ter este estilo de vida alternativo-inteligente, pois poupa natureza-dinheiro-tempo.

E você o que você já fez ou está em vias de fazer para melhorar a sua vida e a de seu mundo? Ouse.

Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente, não ousar é perder-se para sempre, como diria Søren Kierkegaard.

"A única revolução possível é dentro de nós" - Gandhi

Fors Fortuna,

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sustentabilidade se faz em rede

Tenho buscado fazer a ponte entre comunicação digital - através de sua teoria das redes e árvore do conhecimento, Castells e Deleuze/Guattari, respectivamente - com a sustentabilidade, que só consigo imaginar em rede, ou cadeia de valor, como se queira.

A bem da verdade, pela urgência do tema e dos dados a cerca dos recursos, penso que é necessário agir mais rápido que temos reagido, por melhor que estejamos reagindo nestes últimos 5 a 10 anos - não sei se está sendo o suficiente para dar conta do que fora feito nos outros 50.

Por isto, penso que ou se muda o pensamento e a conduta das pessoas, executivos e consumidores - além das regras e sanções impostas, claro - ou não teremos uma real transformação necessária e sim, apenas, maquiagem.

Com o grave efeito de não ser algo consciente e sim imposto, taxado e, se não cobrado, burlado.

Temos que levar os executivos e consumidores a se repensar, a pensar fora dos padrões analógicos, ultrapassados, a superar as barreiras dos hábitos e a si mesmos para darmos um salto quântico e qualitativo de gestão, consumo e qualidade de vida.

Pensar em meditação, yoga, filosofia pode parecer deslocado, utópico ou hippie demais, mas é, sem dúvida, um caminho de saudável quebra de paradigma e apresentação de viabilidade de uma outra realidade na qual a sustentabilidade começa por si e conquista as esferas de dentro para fora como um ato consciente e perene, que mesmo sem a vigilância de taxas e multas manterá sua reta conduta.

Não sei se me tomo por precipitado por pensar tudo isto, mas foi o que, como diria Gandhi, 'aquela pequena voz silenciosa dentro de mim' me fez desejar manifestar após participar hoje do III Fórum de Sustentabilidade da ABA Rio.

Em breve, talvez hoje, mais tardar amanhã à noite, mais posts sobre o Fórum.

Fors Fortuna,

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pra quando tudo acabar em pizza...



Até quando acaba em pizza a coisa pode ser ecologicamente correta.

Fors Fortuna with double cheese,

sábado, 13 de junho de 2009

Ciclo Comunicar Sustentabilidade



O debate acontecerá no dia 18.06, quinta-feira, das 9h às 12h30, na ESPM Rio.

Quem tiver interesse deixa um comentário que entro em contato com os organizadores para arrumar um convite, exclusivo para professores, colunistas, conselheiros, articulistas e amigos mais próximos do Nós da Comunicação.

Participe. Debate bom é aquele que se sustenta com argumentos.

Fors Fortuna,

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sustentabilidade leva à fidelização

Tem empresas e profissionais tratando do tema sustentabilidade como ferramenta de alavancagem de vendas, auxílio em posicionamento, maquiagem corporativa ou simplesmente munição para a propaganda - o tal do GreenWashing.

Isso além de ser um tiro pela culatra, como comprovou recente pesquisa (onde Bradesco e Banco Real foram apontados ao mesmo tempo como instituições preocupadas com o tema e instituições que fazem uso do tema apenas para melhorar sua imagem - para mostrar como é difícil tangibilizar as ações sustentáveis em meio a tanta desinformação), ainda é uma miopia humana local de proporções globais.

Me explico.

Agir de maneira sustentável não deve ser uma questão de quanto isto vai ou não melhorar ou não a imagem de uma empresa, pois da maneira que o consumo de matéria prima anda - 25% mais que a Terra pode repor - não haverá mais sustentabilidade para a vida neste pálido ponto azul e aí a preocupação não será tanto com o ROI, imagino eu.

Com isto não estou sendo leviano e sugerindo metermos os pés pelas mãos, realizando ações sem dosar o custo-benefício para a marca, mas sim encararmos o fato como necessidade e recebermos o tema sustentabilidade de mentes e braços abertos em nossos brainstorms de processos de produção e comunicação: fazer da sustentabilidade um parâmetro de criação e planejamento estratégico, não um 'nice to have' "caso dê", mas um 'must have' que nos obrigue a criar alternativas proveitosas e sustentáveis gerando benefício para as pessoas, para o planeta e lucro para a empresa, buscando permear todos os elos da cadeia de valor de uma marca para que esta transpira este importante conceito para o consumidor e o vivencie na prática - o consumidor e a sustentabilidade, faces da mesma moeda neste novo cenário que se apresenta.

O consumidor aliás, desperta cada vez mais para a importância do tema e por mais que não seja bem informado - o que é cada vez mais raro -, começa a desenvolver uma sensibilidade, quando não uma desconfiança a ser vencida, para com empresas e suas ações positivas, tornando-se assim um consumidor infiel e volátil de acordo com preços e oportunidades de condições.

Trabalhar a sustentabilidade é trabalhar a fidelização, ao passo que se zela também pela possibilidade de existência a longo prazo desta relação.

Quando o consumidor entende que a marca está lutando não somente por ela, mas por ele e pelo que possibilita ambos a continuarem ele passa a defender a marca como defende e causa e com isto ganha-se um ativo sem igual para a mesma: uma voz independente e com credibilidade viralizando as ações da marca.

Fors Fortuna,

sábado, 6 de junho de 2009

Pálido ponto azul



Você vê alguma fronteira? Você vê alguma saída? Eu só vejo vida.

Fors Fortuna,

CGPP - Children´s Global Peace Project

Conheci o CGPP através de um grande amigo, mestre de danças circulares e Qi-gong, além de praticante budista, sufi e outras tantas coisas mais. Está empenhado em um belo trabalho no interior de Minas ao qual pretendo ajudar a realizar. Mais novidades em breve.

Por enquanto, fica o convite a conhecerem o site da organização e ver este video, na reflexão de que já temos tudo para salvar a nossa Terra e a nós mesmos, o que falta mesmo é vontade política.


Mas vendo a apresentação do trabalho de meu amigo e o material oficial da CGPP o que passa na minha cabeça é o mantra que meu lama-raiz, Chagdud Tulku Rinpoche, dizia sempre aos seus discípulos: 'Keep Going'.

A este eu adiciono o "never give up".

Fors Fortuna


terça-feira, 2 de junho de 2009

Etanol - sustentabilidade como dever de casa

"O Brasil terá de resolver este problema interno, local, para depois tentar resolver o problema global".

Certíssimas palavras do ex-presidente estados unidense, Bill Clinton, que emenda: "o mundo tem certeza de que o etanol de cana-de-açúcar é o biocombustível mais eficiente para combater os problemas de aquecimento global. Mas se o etanol de cana começar a ser utilizado em larga escala, a produção de cana poderá se expandir de forma expressiva para as áreas de pastagem de gado, empurrando o gado e os grãos para a Amazônia. O Brasil precisa provar para o mundo que isto não vai acontecer".

"Vocês têm uma eficiência grande na redução de emissões dos transportes e na produção de energia a partir de hidrelétricas", lembrou. "Mas vocês são o oitavo maior país em emissões e estão próximos de Índia e China", completou, cobrando a redução nas emissões vindas de agricultura e desmatamento, que correspondem a 75% das emissões totais do país, segundo ele.

Vale a pena ler a íntegra da matéria do G1 sobre a palestra realizada durante o Ethanol Summit.

De relevante, vale ainda ressaltar que a sustentabilidade é única forma de se reduzir a instabilidade e a desigualdade mundiais. 

Em relação à desigualdade social, Clinton lembrou que apenas países europeus que cumprem as metas do Protocolo de Kyoto, assinado em 1990, conseguiram reduzi-la.

Segundo Clinton, Dinamarca, Suécia, Alemanha conseguiram, ao mesmo tempo, reduzir a desigualdade e serem os únicos entre as mais de 140 nações signatárias do Protocolo de Kyoto a conseguir cumprir as metas previstas.

Fors Fortuna,

domingo, 24 de maio de 2009

É com ela que vou...

Andar de bicicleta é mais saudável, rentável e amável que qualquer outro tipo de transporte. Além de se poder apreciar a beleza da natureza e encontrar com pessoas igualmente conscientes da importância do equilíbrio entre sua própria saúde, a do planeta e a da sociedade, pode-se também exercitar sua juventude, poupar seu dinheiro e desafogar o trânsito.

E hoje em dia não se precisa nem ter mais sua própria bike. Veja importante ação de divisão social/comunitária de bicicletas e pense como isto poderia mudar a realidade caótica de nossas grandes cidades.

Longas distâncias? Pega o metrô ou ônibus e pronto. E de sua casa à estação ou ponto e depois do translado com transporte público - menos poluente que uma frota de carros - faça uso dessa política de bike-sharing.

A natureza, sua saúde, seu bolso e a cidade, agradecem.

Fors fortuna,

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Decência já

Está na hora de olharmos ao nosso redor e para nós mesmos, este Brasil que somos, com um olhar adulto, maduro, enfim, com seriedade.

A começar, deixar de ver tantas diferenças entre ricos e pobres, direita e esquerda, favela e asfalto.

A única diferença que devemos pontuar – e agir contra, individual e coletivamente, como um bloco continental indestrutível – é a diferença entre aqueles que são decentes e os que não são.

Basta de roubo. Basta de jeitinho. Basta de desperdiçarmos nosso potencial com esmolas e desvios. De dinheiro e de conduta.

Conduzir nossa realidade a um patamar mais elevado depende de cada um de nós. Mas apenas juntos conseguiremos fazê-lo.

É preciso pensar o Brasil como um só. Onde a qualidade de vida do pobre influi diretamente no usufruto das conquistas do rico; estes presos pelo vil metal, aqueles abandonados a própria sorte.

Temos mercado consumidor, mão-de-obra e matéria-prima, além de uma inteligência fora do comum – aqui mal aplicada no jeitinho, lá fora moldada como diamante solucionador de obstáculos – e uma elite cuja formação não deve nada a nenhuma outra do mundo.

O que então nos impede de exercemos nossa magnitude?

Nosso medo de perdermos o pouco que temos.

A elite prefere ficar refém dos ladrões e malandros porque teme perder seus bens; a classe média teme perder o pouco que tem e virar miserável – afinal, a pobreza bate a porta e dobra a esquina; a imensa massa de pobres ilude-se com o pão e circo da TV, revistas e estádios, órfã de educação e oportunidades para prosperar, cultivando contudo uma alegria nativa do brasileiro.

Somos tão ricos. Não deixemos os ladrões e malandros nos amedrontarem. Somos mais fortes que eles. E somos mais fortes que nossos vícios e hábitos.

Basta. Olhe ao seu redor e veja que há mais gente decente que corrupta, que os valores se inverteram e que, portanto, há mais gente decente aqui entre nós do que lá, nos pseudo-representando.

Está na hora da sociedade se unir ao meio-ambiente para forjar o todo do potencial do ‘Ambiente Brasil’; do empresário se unir ao trabalhador; do asfalto abraçar a favela e transformá-la por inteiro, transformando-se concomitantemente; dos bons profissionais buscarem o consumidor e/ou os órgãos regulatórios para assegurar que a meritocracia aconteça e passe a reinar neste país onde todos só esperam uma chance para fazer acontecer. E não necessariamente apenas ‘se dar bem’. Quem tem mais poder precisa dar o primeiro passo, pois lamentavelmente a desconfiança impera entre todos nós.

Não há sustentabilidade sem seriedade. Tampouco há desenvolvimento de fato sem seriedade. Só há se houver decência e isto só se erige através do tripé ética, respeito e atitude.

Ordem e progresso devem começar em cada um de nós e devemos fazer disto de fato nossa bandeira individual e, juntos, içarmos o Brasil ao topo, elevando assim a qualidade de vida de todos os segmentos da sociedade.

Não há mais do que dois tipos de brasileiros (e de humanos como um todo): aquele que é honesto, íntegro e comprometido e aquele que é ladrão, vagabundo e dá seu jeitinho para levar vantagem e se dar bem.

Quando os honestos de todas as classes se unirem ninguém segurará este país, que clama por ‘Decência já’!

Decentes do Brasil, uni-vos! Pátria ou morte, venceremos.

Fors Fortuna,

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ações inspiradoras: torne-se um ativista ambiental



Esta frágil Terra merece uma voz: a sua.

Com esta chamada o Greenpeace convoca a todos para se tornarem ativistas ambientais contra as mudanças climáticas, assinando gratuitamente para receber os informativos e, principalmente, os alertas de atividades do grupo.

A meta é atingir 3 milhões de ativistas para mostrar o poder daqueles que estão preocupados com o futuro da mãe Terra.

Vale o confere do video para se inspirar e, lógico, assinar.

Fors Fortuna,

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Monges budistas criam o primeiro templo sustentável

Garrafas verdes e marrons de cerveja são a matéria prima principal do 'templo de um milhão de garrafas', como é conhecido o templo Wat Pa Maha Chedi Kaew que fica na província de Sisaket, próximo da fronteira com o Camboja, na Tailândia.


O edifício já entrou para a lista das construções sustentáveis que os turistas poderão ver na Ásia.

Os prédios utilizam vigas de concreto para manter a sustentação, mas as aproximadamente 1,5 milhão de garrafas verdes de cerveja Heineken e marrons da cerveja tailandesa Chang dão a cor ao ambiente.

Até os mosaicos de Buda foram criados com tampinhas de garrafa.

Os monges começaram a recolher as garrafas em 1984. Veja a matéria completa.

E aí, já pensou em que fazer com aquela sua coleção de latinhas?

Fors Fortuna,

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Arnaldo Jabor fala sobre Carne e Meio Ambiente



400g por semana? Por que não logo abolir de vez esta violência contra seres indefesos? Faltou o maior de todos os argumentos, o menos tangível e mais importante: o do coração.

Fors Fortuna,

domingo, 29 de março de 2009

A Hora do Planeta chegou. E a sua?

A consciência está crescendo e não tem mais medo do escuro da ignorância na qual nos encontramos desde os primórdios.

Pelo contrário, enxerga cada vez mais na escuridão e convidou todo o mundo a apagar as luzes para pressionar os líderes mundiais que participarão da conferência sobre mudança climática que acontecerá em dezembro em Copenhague (Dinamarca).

O resultado foi espantoso: quase 4 mil cidades de 88 países aderiram e muitos dos principais marcos históricos e pontos turísticos do planeta apagaram suas luzes para fazer a idéia da campanha brilhar cada vez mais.

Veja aqui detalhes do êxito, quais cidades e quais monumentos, inclusive no Brasil, aderiram: destaque nacional ao Cristo Redentor e principais capitais regionais do país, internacional à Torre Eifel e à cúpula do Vaticano.

Vamos ver se os outros objetivos também obtêm êxito: incentivar a população a trocar suas lâmpadas por outras de baixo consumo e a economizar energia diminuindo seu ar condicionado ou seu aquecedor.

O ideal seria uma campanha de sustentação, mostrando que a mudança está só começando. E que não podemos esperar pelos políticos ou empresas: a transformação começa por cada um de nós.

Entendo este evento como positivo em dois aspectos: por causar uma pressão pública pela aprovação da pauta e de questões ambientais no G20; e por ser uma quebra na rotina que pode sensibilizar um ou outro a mudar seus hábitos - a educação formará os conscientes do futuro, mas os adultos atuais precisam se sensibilizar com a causa de preservação do planeta para poder gerar consciência.

Logicamente, há céticos e acho importante que todo apoio ocorra de maneira crítica, pois a fé não pode ser cega para que a entrega seja de fato por inteiro.

Importante ressaltar que há muito greenwashing por aí, que apagar a luz durante uma hora e ficar horas no banho quente ou lavando a calçada com mangueira, escovando os dentes com a torneira aberta ou fazer campanhas 'de fachada' não colaboram em nada, pelo contrário. Mas apenas criticar sem agir e/ou sugestionar é tão ruim quanto: criticar sim, desmobilizar nunca!

Porém, de certa maneira, estes críticos ácidos e por muito agressivos e ofensivos, posto que falhos em seus argumentos - como estes -, acabam fazendo algo de positivo, divulgando a causa, pois sua maneira caricata acaba por levar as pessoas a de fato refletirem e encontrarem um salutar meio termo.

De fato, há muito interesse envolvido, marcas e empresários em sua maioria não são de fato compretidos com a causa, agindo mais por interesse que por ideologia - ou somente por aquilo. Mas não podemos negar que há uma transformação em curso. Da perspectiva imediatista talvez seja uma mudança muito branda e aquém do que precisamos, mas isto não nega a natureza dos fenômenos - não estamos apenas vendo uma renovação de fachadas.

Analisado sob a perspectiva dos últimos 200 anos, há avanços consideráveis na conscientização, leis e ações: é a passagem da Era Industrial para a Era da Informação, que se deu em 1991 quando pela primeira vez se investiu mais em computadores e dados que em maquinário de produção.

Ou seja: a rede da informação se erige há muito pouco tempo se comparado aos 200 anos dos pilares opressores da mídia de massa à serviço da elite despreocupada com o coletivo - mas que em si já havia sido um pequeno-grande avanço em relação ao sistema anterior, feudal, aristocrata e, em última instância, de castas.

Dizem que as pessoas são ingênuas, pouco letradas de fato, mas temos que ver que há menos de 100 anos a maioria era analfabeta. Agora as pessoas tem voz e vez - pela primeira vez na história da humanidade 'o povo' tem acesso à produção de conteúdo e informação graças ao paradoxo descentralização-convergência. As pessoas estão aprendendo a fazer uso dela e usando-na para de maneira cooperativa alterarem positivamente suas realidades coletivas a partir de suas individualidades - realimentando mudanças nos meios-de-produção e fazendo a infra-estrutura reiniciar um diálogo com a superestrutura.

A rede e a Era da Informação darão lugar à rede e Era da Consciência, onde haverá equilíbrio na força entre os impulsos individualistas e as necessidades coletivas, realizando a convergência de fato - um equivalente digital ao princípio da fraternidade e, por que não dizer, da Anarquia de Bakunin.

O que é necessário entender é que ou se faz um revolução, que em si contém a idéia de ruptura, ou se faz as transformações de maneira gradativa e possível buscando sempre o máximo de agilidade, pois de fato o tempo urge: mas é nas pequenas coisas que reside a grande transformação.

Pequenos gestos guardam em si um grande potencial.

E é com pequenos, mas constantes e progressivos passos que se vence uma jornada e conquista seus objetivos de maneira sustentável. Afinal, já diz o ditado: "Uma grande jornada se inicia com um pequeno passo de cada vez".

Fors Fortuna,

sábado, 14 de março de 2009

O fim da linha - o começo da mobilização

Já imaginou um mundo sem peixes? Pois se nada for feito parece que isto se torna realidade em 2048.



Pelo visto o documentário é tão bom quanto o site.

E para não ficarmos somente no lamento e no estarrecimento, segue a dica do site do Greenpeace com dicas do que fazer para salvar nossos oceanos: os oceanos precisam de nós, e nós precisamos dos oceanos.

10 ações cotidianas para salvar os oceanos

1. Não deixe lixo nas praias

2. Não jogue bituca de cigarro na areia

3. Pressione o governo para que sejam ativos na preservação dos oceanos

4. Utilize mais o transporte coletivo e bicicleta, você estará diminuindo a emissão de CO2

5. Seja um multiplicador das idéias em defesa dos oceanos

6. Não coma peixes ameaçados

7. Ajude a recuperar áreas costeiras degradadas

8. Não construa em áreas costeiras ilegalmente

9. Seja um defensor das atividades sustentáveis

10. Entre na onda com o Greenpeace nas ações de preservação dos oceanos

Se cada um fizer sua parte continuaremos a ter este reservatório de onde evoluiu toda a vida terrestre por muitas e muitas gerações.

Fors fortuna,

quarta-feira, 11 de março de 2009

SAC Vegano

Mais uma boa alternativa para se informar e consumir conscientemente.

Nasceu no orkut e cresceu para site.

Parabéns pela iniciativa.

Fors fortuna,

Dever humano - direito dos animais


O primeiro projeto de lei do Senado de 2009 foi apresentado na última sexta-feira (6) pelo senador Expedito Júnior (PR-RO) - visite o site dele - E-mail: expedito.junior@senador.gov.br - e prevê a ampliação dos direitos dos consumidores.
De acordo com o texto, os fabricantes de produtos alimentícios e de peças de vestuário ficam obrigados a identificar, em embalagens ou etiquetas, os componentes de origem animal utilizados na confecção dos produtos.

Expedito Júnior pondera, na justificação do projeto (PLS 01/09), que a legislação em vigor preocupa-se “apenas com aspectos relevantes do ponto de vista nutricional e sanitário” dos produtos, deixando de fora o detalhamento sobre itens que podem afetar a decisão dos consumidores.

Ele cita o caso dos adeptos do veganismo, que defendem, entre os seus princípios, o não consumo de produtos (roupas e alimentos) que tenham sido elaborados com matéria-prima de origem animal ou que tenham sido testados em animais. Os veganos não consomem, por exemplo, carne, peixe, mel e ovos ou produtos feitos com peles, couro, lã ou seda.

De acordo com o senador, para que esses e todos os demais consumidores brasileiros possam exercer seu direito de escolha, é necessário que tenham a informação completa sobre a composição dos produtos. Para tanto, a proposta apresentada pelo parlamentar altera o artigo sexto do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) para incluir, no rol de direitos dos consumidores, “a informação, em rótulo ou etiqueta, sobre a existência de componentes de origem animal em alimentos e roupas”.

A matéria foi enviada à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde aguarda designação de relator. A proposta de Expedito Júnior poderá receber emendas dos senadores que integram a CMA e terá decisão terminativa nesse colegiado.

Iara Guimarães Altafin / Agência Senado
Um pequeno passo para os animais, um salto para nós humanos.
Manda uma solicitação e um apoio ao senador. Eu escrevi o seguinte junto ao texto padrão constante no site: Sou vegetariano há 3 anos e não sou vegano por falta de informação nos produtos. Seu projeto é um pequeno passo para os animais, mas um grande salto para nós, humanos, sairmos da ignorância. Parabéns por sua iniciativa, coragem e determinação.
Mais informações você encontra também no Guia Vegano.
Fors Fortuna,

sexta-feira, 6 de março de 2009

A Hora do Planeta

Apague a luz de sua casa e acenda a Luz de sua consciência para iluminar o planeta e fazer os demais refletirem sobre a necessidade de agirmos. Ainda há tempo.

Saiba mais no site oficial da campanha apoiada pelo WWF Brasil: A Hora do Planeta.

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Sábado, 28 de março, às 20h30

Destaques:

Veja a lista de quem já aderiu ao movimento

Mude seus hábitos por um planeta mais sustentável

O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala.

Como participar?

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Divulgue a Hora do Planeta para seus amigos

Descubra outras formas de contribuir com o movimento

Por que participar?Porque o Brasil precisa demonstrar que a sua população está atenta ao problema do aquecimento global e disposta a tomar as atitudes necessárias para reduzir estas ameaças. Queremos que os brasileiros se juntem a um bilhão de vozes em todo planeta, chamando os líderes mundiais a assumirem sua parte na solução do problema.

Saiba mais

Fors fortuna,

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Panta rhei na física quântica: da matrix do hedonismo egoísta à Nova Era

Do comentário do amigo, companheiro docente e co-militante da área digital Marcelo 'Celo' Santos - que colaborou alguns posts atrás - surgiu a seguinte reflexão que compartilho abaixo.

Primeiro o comentário dele sobre o post referente ao caroço do limão, depois o texto que acabei por desenvolver numa despretenciosa resposta, mas que julguei dentro de minha visão limitada digna de ser compartilhada neste espaço e não escondido no rodapé como comentário de outro post.

--- início/comentário ---

Klaus!Muito pertinente sua reflexão, adorei! Pensei duas cositas... O hedonismo egoísta que tanto ocupa minhas reflexões tem muito a ver com o limão que vem açucarado, sem caroço, sem obstáculos ao prazer puro e gratuito - ou melhor, trocado por dinheiro. Outra coisa é a desconexão com o mundo real, a matrix mesmo, em que o sujeito já não sabe suas raízes íntimas. Quem não pensa na origem do que come, como pode pensar nos efeitos de suas ações? >> passo fundamental para a conscientização em busca da sustentabilidade biológica.

--- fim/comentário ---

Celo!

Como sempre uma sinergia somatória.

Concordo, acho que é bem por aí.

Acrescentaria que há um desequilíbrio dentro do desequilíbrio - tal qual Marx versava sobre o capitalismo, até porque baseado nele -, explico: o hedonismo egoísta está rumando para esferas tão extremadas que a meu ver eclodirá, pois chega a limites onde não se aceita nem mais trocar o dinheiro por prazer; quer se ter prazer sempre e sempre se dar bem, não gastando nada por isto (não sei se este é um fenômeno cultural da terra dos malandros, ou se pode ser aplicado em esfera global - o que achas?).

Todavia, vale a reflexão de que com esta ruptura dentro da ruptura possa sobreviver aquilo que possibilita inicialmente o prazer sem custo aparente ou drasticamente reduzido: o open source, o crowdsourcing, enfim e sem termos técnicos, a união das pessoas em torno de um 'bem' comum.

Mais ou menos no esquema da saturação do doce, que deixamos de comer ou da bebida que após inúmeros porres passamos a abdicar, sem contudo deixar de comer ou beber - e se divertir e ter prazer; agora, de forma mais equilibrada. E compartilhada.

Antes alarmista, após estudar a evolução da comunicação nos 360 séculos, vejo tudo de maneira mais contemplativa e calma, entendendo os ciclos e tentando humildemente apontar os pontos de saída da roda que nos levariam à supremacia do viver, alcançando-nos a eternidade.

Eternidade esta somente possível no pensar, falar e agir sustentável, onde origem, meio e fim são pontos-chave dos ciclos de consciência em desenvolvimento contínuo, progressivo e sustentável - por dentro, mas necessaria e paradoxalmente fora e acima da matrix - do samsara.

Maravilha poder trocar contigo mesmo e apesar da distância - sem essa parte da matrix isto poderia não acontecer de maneira tão intensa, levaria muito mais tempo até lermos nossas cartas, publicarmos para compartilhar com outros, receber destes contribuições, compartilhar novamente.

Mas poderiamos também estar vendo pornografia, roubando senhas, hackeando sites, vendo BBB ou vendo vídeos de pum no youtube.

O que se faz com a evolução determina se continuaremos a evoluir como indivíduos e como coletivo.

Como sempre é tudo uma questão de escolha, uma questão de livre arbítrio - fundamental em um época onde estamos cada vez mais onipresentes e oniscientes. (Penso em um 'artigo', esboço de um texto que escrevi há quase 5 anos entitulado 'Eram os deuses internautas' e cogito publicá-lo aqui, mas não sem antes relê-lo criticamente, afinal, amadurecemos e evoluimos neste período)

E é por isto, pela cada vez maior possibilidade de escolha e da proximidade mesmo que virtual, que vejo que estamos chegando a um desses "tipping points": para onde rumaremos, qual 'energia' prevalecerá dependerá da decisão de cada um.

E cada um é uma estrela nessa imensa constelação do universo - digital e real ao mesmo tempo, afinal, panta rhei na física quântica.

Fors Fortuna,

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Marcas d'água

Marca d'água é aquilo que quase ninguém vê, mas que na maioria das vezes garante ao dono a autoria da imagem ou trabalho, não é? É.

Mas tal qual um prisioneiro da caverna da República de Platão foi-me dado de beber desta fonte chamada Waterfootprint.

E eis que descobri que 'marca d'água' é de fato algo pouco perceptível, mas vital de se ser considerado: o quanto que se gasta de água para cada item que utilizamos em nossa vidinha pequeno-burguesa é assombroso.

Confesso que me espantei e que os números excedem em muito minha estimativa. Em tempos de início de escassez de água potável deveriamos rapidamente rever nossos conceitos.

1000 litros de água para um kilo de arroz

1350 litros de água para um kilo de grãos

16000 litros para um kilo de carne

Você ainda não virou vegetariano e continua falando em desenvolvimento sustentável? Tenha compaixão por sua inteligência - e pela vida no planeta Terra - e torne-se coerente.

Fors Fortuna,

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Contemplar o caroço do limão em busca da sustentabilidade

Repararam como os limões não vêm mais com caroço?

O avanço genético em si do objeto exterior e a conseqüente mudança de sua natureza podem até não ser ruim, mas nosso desenvolvimento interior não acompanhar esta erradicação daquilo que aparentemente nos atrapalha é o que preocupa - devemos nos lembrar que o caroço deixado de fora serve naturalmente à procriação e perpetuação para dar mais frutos e alimentar o ciclo da vida. Quando se retira o caroço, se rompe o ciclo que continuará genética e artificialmente induzido para dar mais frutos.

(A reflexão disto poder ser o que perpetua o samsara - a lapidação e elevação da alma - não se encaixa na proposta deste blog, mas é válida e seguirá aqui evidenciando o azedo do amor, que entendo como principal via de sustentabilidade.)

Sem observar a verdadeira natureza das coisas - que traz em si os opostos complementares cuja união é viabilizada pelo entendimento de tal complementaridade enraizada na tolerância - corremos o risco de não observarmos como carregamos em nós mesmos opostos complementares e a necessidade de (n)os harmonizarmos sempre com o intuito do progresso e melhora de ambas as partes que formam o todo e que apenas juntas são capazes de evoluir: sem excessos, sem radicalismos, com tolerância e equilíbrio.

Se o humano conseguir focar na lapidação interior mesmo sem os referenciais exteriores, ótimo termos limões sem caroço: quem não gosta de conveniência?

Mas temo que a conveniência externa leve à alienação interna no comodismo e à falta de reflexão geral e conseqüente estagnação na jornada pessoal.

Ou, pior: ao entendimento de que uma melhora acontece apenas com a erradicação daquilo que aparentemente é diferente ou apenas não-conveniente. Tanto no nível interno quanto no externo isto representaria um desastre eco-socio-psicologico e levaria a um desequilíbrio no desenvolvimento sustentável individual e coletivo. Não se evolui erradicando simplesmente as coisas.

Fazer do limão uma limonada já não será mais para o caminho da sustentabilidade um diferencial em si e muito menos uma lição. Aprendizado para que se daqui a pouco o limão já virá adoçado?

E as futuras gerações acharão que bife nasce embalado, fruta em caixinha e plástico some com o barulho do caminhão de lixo. Tudo fácil, sem esforço. Tudo homogêneo, sem contraste. Tudo, menos vida.

É só por isso que eu, quando faço minha limonada, ainda sonho em encontrar um caroço. O desejo de saber que o ciclo evolutivo estará naturalmente garantido e não artificial e geneticamente induzido.

Fors fortuna,

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Necessidade de processos na democracia

Democracia sem estruturação processual acaba levando a perda de eficácia e a uma natural concentração desorganizada/desestruturada de forças para surprir a falta de fluidez - uma rede somente tem sustentabilidade com equilíbrio, harmonia e equanimidade.


E é através da equanimidade que nasce o Amor, do Amor a compaixão e da compaixão o regozijo. São as quatro qualidades incomensuráveis budistas servindo de alicerce para o desenvolvimento sustentável.


Fors fortuna,

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Consciência dói.

Junk-food pra cabeça.

Tomar pé do que se faz, diariamente, seja embebido no cotidiano cosmopolita de uma grande cidade, seja tocando gado num remoto planalto qualquer da savana africana, não apenas custa tempo, educação, vigilância crítica, mas implica na revisão dos prazeres hedonistas aos quais crescemos habituados na sociedade de consumo do ocidente – particularmente aqueles sob a órbita de influência cultural e corporativa dos EUA, como o é o nosso Brasil.

Comer um bife com fritas, levar o filho à escola de automóvel, assistir um jogo do Corinthians na tevê, tomar uma garrafa de água mineral são pequenas coisas de nosso cotidiano que seguramente não terão o mesmo significado trivial para o cidadão crítico que se está configurando para as próximas gerações. Agora me diga: tem algo que parece mais inocente e puro que uma garrafa de água mineral?

Há, no ar, um grande vazio, quiçá espiritual, preenchido pelo hedonismo. Numa sociedade de consumo, este hedonismo se manifesta nas diversas facetas, evidentemente, do consumo. Comida, bens materiais, sexo, cultura. O que faz a mulher solitária do engenheiro gringo extraditado que é enviado pela multinacional a um país qualquer do terceiro mundo construir outra mina extrativista? Vai às compras. O que faz o sujeito que chega à miserável casa após um dia fatigante de trabalho insosso e sem-sentido? Vai ao televisor. O que faz a elite vaidosa quando fracassa em manter a forma estética predicada pelos meios e pela propaganda? Vai à mesa de cirurgia. O que faz o jovem burguês mal amado quando tem que enfrentar o abandono dos pais separados ou que trabalham demasiado? Vai às putas.

Aos pouquinhos percebe-se a sociedade civil reagindo das mais diversas formas: regulando, fiscalizando, assistindo, tentando desesperadamente consertar com band-aid o buraco na represa. Mil ONGs e pequenas ações locais ou globais refletem a crescente insatisfação com o modelo hegemônico que nos ensinaram na escola. Mas atenção: é o despertar da unha do dedo mindinho; o buraco é bem mais embaixo.

Quem começa a perceber este vazio pode tomar a pílula azul, entrar em um estado de constante torpor e ignorar os sinais claros que tudo – absolutamente tudo – está errado ou pode tomar a vermelha e decidir controlar as próprias ações, percebendo a profundidade e as conseqüências de seus atos. É aí que entra o bife com fritas.

Não está mal desfrutar coisas prazerosas da vida; está mal projetar a felicidade no consumo de coisas vendidas como prazerosas. Pior: consumir em exagero ou sem perceber uma conseqüência ecológica. Afinal, o que pode ter a ver meu prosaico bife de coxão mole com a fome no mundo?

Texto originalmente escrito para o blog Nó Design e enviado pelo autor e amigo Marcelo Santos. Obrigado, irmão!

Fors fortuna,

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Acione-os ! Deputados que decidirão o futuro das florestas brasileiras

Resolvi postar os contatos para que você possa enviar um email a cada um deles mostrando sua preocupação com a nossa floresta. Está na hora de nos mobilizarmos.

Sr. André de Paula
(DEM/PE)
dep.andredepaula@camara.gov.br
(61) 32155423


Sr. Ricardo Tripoli
(PSDB/SP)

dep.ricardotripoli@camara.gov.br
(61) 32155241

Sr. Jorge Khoury
(DEM/BA)

dep.jorgekhoury@camara.gov.br
(61) 32155715


Sr. Marcos Montes
(DEM/MG)

dep.marcosmontes@camara.gov.br
(61) 32155283

Sr. Leonardo Monteiro
PT/MG
dep.leonardomonteiro@camara.gov.br

(61) 3215-5922

Sr. Marcelo Almeida
PMDB/PR
dep.marceloalmeida@camara.gov.br
(61) 3215-5820

Sr. Mário de Oliveira
PSC/MG
dep.mariodeoliveira@camara.gov.br
(61) 3215-5341

Sr Paulo Teixeira
PT/SP
dep.pauloteixeira@camara.gov.br
(61) 3215-5281

Sra Rebecca Garcia
PP/AM
dep.rebeccagarcia@camara.gov.br
(61) 3215-5520

Sr. Antonio Carlos Mendes Thame
PSDB/SP
dep.antoniocarlosmendesthame@camara.gov.br
(61) 3215-5624

Sr. Gervásio Silva
PSDB/SC
dep.gervasiosilva@camara.gov.br
(61) 3215-5418

Sra Marina Maggessi
PPS/RJ
dep.marinamaggessi@camara.gov.br
(61) 3215-5238

Sr. Rodovalho
DEM/DF
dep.rodovalho@camara.gov.br
(61) 3215-5745

Sr. Givaldo Carimbão
PSB/AL
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
(61) 3215-5732

Sr. Reinaldo Nogueira
PDT/SP
dep.reinaldonogueira@camara.gov.br
(61) 3215-5839

Sr. Edson Duarte
PV/BA
dep.edsonduarte@camara.gov.br
(61) 3215-5535

Sr. Sarney Filho
PV/MA
dep.sarneyfilho@camara.gov.br
(61) 3215-5202

Sr. Antonio Palocci
PT/SP
dep.antoniopalocci@camara.gov.br
(61) 3215-5548

SR. Beto Faro
PT/PA
dep.betofaro@camara.gov.br
(61) 3215-5723

Sr. Iran Barbosa
PT/SE
dep.iranbarbosa@camara.gov.br
(61) 3215-5737

Sr. Moacir Micheletto
PMDB/PR
dep.moacirmicheletto@camara.gov.br
(61) 3215-5478

Sr. Valdir Colatto
PMDB/SC
dep.valdircolatto@camara.gov.br
(61) 3215-5610

Sr. Arnaldo Jardim
PPS/SP
dep.arnaldojardim@camara.gov.br
(61) 3215-5368

Sr. Cezar Silvestri
PPS/PR
dep.cezarsilvestri@camara.gov.br
(61) 3215-5221

Sr. Fábio Souto
DEM/BA
dep.fabiosouto@camara.gov.br
(61) 3215-5827

Sr. Germano Bonow
DEM/RS
dep.germanobonow@camara.gov.br
(61) 3215-5605

Sr. Luiz Carreira
DEM/BA
dep.luizcarreira@camara.gov.br
(61) 3215-5408

Sr. Moreira Mendes
PPS/RO
dep.moreiramendes@camara.gov.br
(61) 3215-5943

Sr. Nilson Pinto
PSDB/PA
dep.nilsonpinto@camara.gov.br
(61) 3215-5527

Sr. Silvinho Pecciol
DEM/SP
dep.silvinhopeccioli@camara.gov.br
(61) 3215-5573







Sr. Wandenkolk Gonçalves

PSDB/PA
dep.wandenkolkgoncalves@camara.gov.br
(61) 32155237



Sr. Antônio Roberto

PV/MG
dep.antonioroberto@camara.gov.br
(61) 3215-5579




Sr. Fernando Gabeira
PV/RJ
dep.fernandogabeira@camara.gov.br
(61) 3215-5332




Fors Fortuna,








Meia amazônia, não!

Campanha bacana e fundamental do Greenpeace.

Assine contra a destruição de metade da amazônia e convide mais amigos para a causa. O site é ágil, funcional e informativo, vale o confere.

Vale também checar quem são os deputados que estão debatendo a lei apelidada de 'floresta zero' e pressionar os mesmo via email para que votem a favor da natureza e do Brasil, contra o desmatamento e o interesse de grupos financeiros.

Se não nos mobilizarmos a 'mala' convencerá os deputados a trocar o verde das florestas pelas verdinhas.

Resumindo o projeto e a campanha - copiando na íntegra o email do Greenpeace


O Projeto de Lei 6424/05 (apelidado de “Floresta Zero”) está na pauta para ser votado na Comissão do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

Este PL quer modificar o atual Código Florestal para pior, reduzindo de 80% para 50% a área com vegetação original que deve ser conservada e usada apenas para atividades de manejo florestal das propriedades privadas na Amazônia
(a chamada Reserva Legal). A destruição das florestas é a principal contribuição do Brasil para o aquecimento global.
Meia Amazônia Não

Nossos governantes deveriam se preocupar em zerar o desmatamento, através de incentivos econômicos e mais governança na região.

Os deputados abaixo listados têm em suas mãos a decisão que determina o futuro da floresta.

Peça para que eles votem contra o PL 6424 e a favor de um mundo melhor para nossos filhos e netos. Eles vão lhe agradecer por muitos e muitos anos.

Acompanhe no site www.meiaamazonianao.org.br o voto de cada deputado.


---

Fors Fortuna,

Manifeste sua (o)posição - IV

Como recebi a resposta padrão em inglês publicada no post anterior, entrei em contato com o Victor Rizzo - que me mandara o conteúdo inicialmente - e conversamos sobre nossas respostas e tréplicas.

Abaixo, publico tanto a minha, quanto a resposta dele, muito bem embasada, como não poderia deixar de ser.

Manifeste você também sua indignação:

Consulado Geral da Dinamarca em São Paulo : saogkl@um.dk

Embaixada da Dinamarca em Brasília : bsbamb@um.dk

---

Dear Eric Costa Ribeiro,

I presume you haven´t read my email.

And I also know that this was a default answer. Further: the information is incomplete and don´t address sustainable problems.

Arguing with culture differences doesn´t reinforce anthropological relevance, neither really gets to the point: barbarian behaviour without holistic conscious is not even a question of moral, but of survivor of all species - including us, humans.

I would appreciate to receive an individual answer upon the topics I wrote: it´s the minimum attention I deserve.

Hope to hear from you soon,

Klaus

---

Prezado Senhor Eric Costa,

Inicialmente gostaria de agradecer pela pronta resposta. Pelo teor do e-mail pude perceber que não fui o único a ficar incomodado com as imagens.

O e-mail abaixo contêm informações úteis, mas talvez não completas sobre a questão da biodiversidade e utilização dos recursos naturais do planeta.

Talvez algumas informações adicionais possam dar um panorama mais abrangente

Os atuais níveis de consumo de recursos naturais pela humanidade já ultrapassaram o seu nível de sustentabilidade, ou seja de reposição natural, em cerca de 30%. Ou seja isto quer dizer que estamos consumindo recursos alêm da sua possibilidade de recuperação da Terra.

Se todos os países do mundo consumissem nos mesmo patamares de consumo que o dos países desenvolvidos, necessitariamos de uma área equivalente a 4,5 a de nossa Terra.

Em particular os recursos marinho estão sob forte pressão e estimas-se que até 2020 restem apenas 10% dos estoques de vida marinha devido a pesca realizada de forma não sustentável.

Em suma, estamos consumindo mais recursos naturais do que o planeta possui e estamos fazendo isto em uma escala cada vez mais rápida. Se continuarmos neste mesmo ritmo, nossos filhos somente irão conhecer muitas das espécies naturais por fotos. E se todos continuarmos a assitir determinadas situações e simplesmente cruzarmos os braços, nossa geração irá consumir de forma voraz e inconsciente os recursos necessários a nossa própria subsistência.

Isto não é papo de ecochato. Todos os trabalhos científicos sobre o tema apontam para esta situação insustentável.

Concordo integralmente com o e-mail que temos que também levar em conta formas de tratamento não violento em relação aos animais criados em grandes fazendas comerciais (de minha parte, para ser coerente, sou vegetariano).

Assim, agradeço mais uma vez pelo seu e-mail, mas da mesma forma que estas pessoas se sentem no direito de matar baleias em um espetáculo sangrento, me sinto a vontade para protestar a favor de recursos que acredito não pertencem somente a eles.

É claro que isto também vale para nossos problemas no Brasil, como a devastação da Amazônia entre outros. Mas também ai, tenho feito a minha parte (só para manter a coerência).

Muito obrigado pela sua atenção

Victor Rizzo

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Fors Fortuna,

Manifeste sua (o)posição - III

Recebi esta resposta padrão. Acompanhe a íntegra em inglês - se precisar de tradução, peça pela área de comentário que eu publico depois.

Vale registrar a falta de respeito: sou brasileiro e escrevi para os representantes deles no Brasil em português, ou seja, eu não sou obrigado a entender e dominar o inglês - apesar de fazê-lo - e muito menos eles sabem disto, o que leva a crer que pra eles tanto faz mesmo, manda a resposta padrão e 'f0d4-53'.

Bem, o que esperar de 'pessoas' que praticam tamanha crueldade e falta de respeito?

Note que lavaram as mãos sujas de sangue colocando a culpa e responsabilizando as Ilhas Faroe, que fazem - mas pelo visto não tanto - parte da Dinamarca. Mais ou menos no esquema ' quando
interessa, fazem, quando não, não'.

Manifeste você também sua indignação:

Consulado Geral da Dinamarca em São Paulo : saogkl@um.dk
Embaixada da Dinamarca em Brasília : bsbamb@um.dk

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Dear Klaus

The Embassy of Denmark has received your letter where you express your feelings caused by some pictures circulating on the internet depicting selected scenes from the catching of pilot whales in the Faroe Islands.

We take note of the fact that a number of people find the above mentioned pictures disturbing. However, before passing any judgment upon whaling in general or the Faroese pilot whale drive fishery in particular one will need to supplement a possibly negative aesthetic first hand impression with considerations of a number of issues such as:

· General principles regarding use of wildlife;

· Biodiversity: the effects of the catch upon the relevant whale stock;

· Principles regarding the sustainable use of ocean resources, including interdependence between marine mammals and fish stocks;

· Animal welfare issues, including comparisons of a whale hunt with other hunts of large mammals in the wild, with the treatment of farmed animals throughout their life cycle, and of animals which are regarded as a nuisance; one might even consider certain kinds of non-food-related violent treatment of large mammals, found in some cultures.

· Ethics of food production in general. Does a meal of pilot whale meat represent more or less cumulated man-made animal pain than dishes normally eaten in one’s own country?

· Ecological questions, notably the ecological footprint of different modes of meat production, including the choice between local and imported food.

· Geographic and nutritional factors, availability of alternative food sources, notably in islands and remote coastal areas, not least in arctic or sub-arctic parts of the world.

· Cultural diversity, and tolerance/intolerance towards people with different food preferences and/or different attitudes towards different animals;

The Faroe Islands have autonomy within the Kingdom of Denmark. The islands are not included in Denmark’s membership of the European Union. Affairs regarding industry, agriculture, the environment, fishing and whaling, are subject to Faroese autonomy.

If you want to address the Faroese authorities regarding pilot whaling, the e-mail address of the Foreign Department of the Faroese Government is mfa@mfa.fo; The e-mail address of the Faroese department of Fisheries and Maritime Affairs is fisk@fisk.fo;

If you, before forming your own finite opinion of the subject, or before addressing the relevant authorities, should be interested in acquiring some factual knowledge about whaling in the Faroe Islands, you may turn to the homepage on whaling of the Faroese authorities: www.whaling.fo;

Eric Ribeiro

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ERIC RIBEIRO / ERIRIB@UM.DK

COMMUNICATION AND DOCUMENTATION

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Fors Fortuna,

Manifeste sua (o)posição - II

Íntegra do email que enviei para os representantes dinamarqueses no Brasil. Faça o mesmo!

Consulado Geral da Dinamarca em São Paulo : saogkl@um.dk

Embaixada da Dinamarca em Brasília : bsbamb@um.dk

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Caro responsável da embaixada, caro responsável do consulado geral,

antes de manifestar meu pesar pelo sangue derramado e pela falta de amor à vida e a natureza, em especial aos seres em questão, antes de lhes dizer quanto reprovável, pequeno, atrasado e ultrapassado tudo isto me parece, quero lhes dar a chance de me apresentar a sua versão, a sua verdade, as suas informações, as suas explicações - mesmo que nada justifique tal barbaridade.

Mas quem sabe lhes ouvindo e entendendo melhor hábitos tão bárbaros quanto desnecessários possamos juntos pensar uma saída honrosa para a nobre Dinamarca, que nao necessita ter sua reputação manchada de sangue mais que inocente e de maneira tão brutal.

De fato, um país de primeiro mundo como a Dinamarca não pode se dar ao luxo de dar esse lixo de exemplo. Ainda mais em uma época onde cada vez mais pessoas e a mídia estão interessadas em combater, se necessário com boicotes e/ou ações de guerrilha, instituições e países contrários à nova ordem mundial que se ergue dos escombros da torres gêmeas: um mundo com mais respeito ambiental, mais respeito econômico e um mundo que clama por paz - em todas as esferas.

Tenho certeza de que há muito a se fazer aqui no Brasil também, como a farra do boi, apenas para citar um dos exemplos. Mas da mesma maneira que levantamos a bandeira da paz e do respeito aqui, o faremos aí: pois não se pode pensar o mundo apenas de maneira umbical. "Se você se indigna com a injustiça em qq lugar do mundo, então somos companheiros" - frase emblemática de um revolucionário da década de 60 que com a internet ganha novos contornos.

Mas não precisamos estar de lados opostos: basta estarmos todos do lado da vida.

Convido-os a uma reflexão sincera, a partir de vossos corações: vocês, de coração, mente e alma crêem que está certo o que é feito nestas imagens? Que isto é espelho de um povo culto e de práticas sadias? Que este é o exemplo que você daria a seu filho? Que se tivesse uma espécie rivalizando com a nossa, que essa seria uma prática tranquilamente aceita a ser feita conosco?

Envolver o mundo com a grandeza de nosso coração é o que precisa ser feito para que a humanidade ainda tenha qualquer chance de sobrevivência neste planeta que chamamos de lar, mas que tão precariamente sabemos cuidar.

Que o amor em vossos corações fale mais alto e que o governo da Dinamarca tome uma atitude exemplar de proibir este tipo de calamidade, servindo de exemplo positivo para centenas de outras nações.

Em um momento de crise como este, a ameaça pode se tornar uma bela oportunidade se trabalhada com sabedoria: e não há maior sabedoria que o amor e a compaixão.

Na certeza de que você também se sensibilizou pelas imagens, fico na fé de que minhas palavras emanadas de meu coração possam lhe encorajar a quebrar a barreira da aceitação silenciosa dos desmandos do mundo e realmente fazer algo para impedir esta matança.

forte e fraternal abraço,

Klaus

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Fors fortuna,

Manifeste sua (o)posição - I

Recebi de meu irmão no dharma, Victor Rizzo, chocante email que retrata a crueldade da matança de baleias na Dinamarca - país de 'primeiro mundo'.

Reproduzo abaixo as fotos e nos próximos posts a troca de email que se seguiu.

Aliás, se você sente indignação ao ver estas fotos, transforme em ação e mande um email para toda sua rede de amigos e os incentive a tomarem partido da vida, sempre com cópia aberta para:

Consulado Geral da Dinamarca em São Paulo : saogkl@um.dk

Embaixada da Dinamarca em Brasília : bsbamb@um.dk











Que estas cenas de barbárie façam rapidamente parte de um longínquo passado e que nossos descendentes tenham ainda natureza para crescer e viver digna e saudavelmente.

Fors fortuna,